quinta-feira, 15 de julho de 2010

TOMATES VERDES FRITOS




Ingredientes

3 tomates caqui bem verdes;
sal;
pimenta-do-reino;
6 fatias de bacon;
fubá para envolver os tomates;
óleo, se necessário.

Modo de Preparo

Lave os tomates e corte-os em rodelas com mais ou menos um dedo de espessura. Coloque-as numa tigela e tempere-as com sal e pimenta-do-reino. Numa frigideira funda, frite as fatias de bacon até que fiquem bem torradas. Retire-as da frigideira, escorra-as, escorra-as e reserve-as. Passe as rodelas de tomate no fubá de maneira que fiquem bem envolvidas. Frite-as na gordura do bacon, primeiro de um lado e depois do outro. Se necessário, acrescente um pouco mais de óleo. Escorra-as em papel absorvente e coloque-as numa travessa. Pique o bacon e espalhe por cima.

HAI-KAI

longa conversa
um grilo termina
o outro começa
Ricardo Silvestrin

ZUPPA DI POLPO E FAGIOLI

Sopa de polvo e feijão.



Equipamentos: Caçarola de barro ou de pedra

Ingredientes:

  • 2 kg de polvo
  • 36 fatias de pão Italiano
  • 8 dentes de alho
  • 6 folhas de louro
  • 300g de feijão branco seco
  • 1 colher (chá) de pimenta dedo-de-moça
  • 4 latas de tomates pelati
  • 1 litro de vinho tinto
  • 1 litro de água
  • Azeite extra virgem de oliva
  • Salsinha

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Preparo:

. Coloque o feijão para hidratar na véspera do preparo em água sem sal.

. Em uma caçarola de barro colocar o azeite com o alho picado e a pimenta.

. Adicionar o polvo lavado e cortado em pedaços, e deixar fritar por alguns minutos.

. Em seguida, adicionar o tomate pelati, o feijão e o louro. Cobrir com o vinho e se precisar complete com água ate cobrir os ingredientes.

. Deixar cozinhar até o feijão estar macio.

. Servir a sopa quente com salsa picada, um fio de azeite cru e uma pitada de pimenta do reino moída na hora, acompanham fatias de pão torrados perfumado com alho.

UM ALEMÃO BEM GOSTOSO!!


Você conhece o Bar e Restaurante Schimmel? Não?! Nunca experimentou o delicioso e suculento Eisbein que é servido lá? Nem o Hackepeter (carne-de-onça) de receita tradicional da Alemanha? Nem o pastelzinho de pato, o quitute de carne-seca? Ahhh... Então vá correndo tomar um gostoso chopp Eisenbahn (ou alguma das inúmeras cervejas artesanais que são servidas lá), beliscando uma comidinha alemã e bem aconchegante perto da lareira do Bar e Restaurante Schimmel! De terça a Sábado, a partir das 17 horas você saborear estas e outras variadas delícias típicas da Alemanha, preparadas pelo grande chef Alessandro Schimmel ("gordo" ou "gordinho" para os mais íntimos hehehe) e sua equipe. Você vai se sentir numa cidadezinha no interior da Alemanha tomando um choppinho, ouvindo músicas típicas e sendo servido pelo excelente e divertido garçom Cony.
Acha que inverno não combina com chopp?? Então peça pelos pratos quentes: spätzle com goulash ou molinho de lingüiça, o delicioso e único kartoffel puffer (panquequinhas de batata ralada com acompanhamentos típicos) e a inédita e especial sopa de goulash, para esquentar as suas noites com aroma e bom gosto.
A noite não é para você? Então a casa convida para almoçar num lindo Domingo de sol (que nossa Curitiba nos oferece após diazinhos nublados hehehe). Buffet alemão para ninguém botar defeito: saladas típicas, salsichas, tábua de frios, chucrute, repolho roxo, spätzle, goulash, molho de calabresa, marreco recheado, kassler, eisbein, kartoffel, língua com ervilha, knodel (escalopes de vitela à milanesa), wiener schnitzel... lendo esse cardápio já começo a me babar todo! Após todo este banquete, um jegermeinster tinindo de gelado ou, para os doceiros como eu, torta alemã ou apffel struddel (não vai se arrepender!).
O ambiente é show, o atendimento é carinhoso e com certeza você vai virar, além de cliente, um amigo!


Você encontra o Bar Schimmel na Rua Desembargador Hugo Simas, 1873, Bom Retiro. Ou também ligue para 3078-4547 e consiga mais informações! Umarmung und abschied!

NA COZINHA. PATÊ DE PIMENTOS VERMELHOS

Ingredientes:
2 pimentos vermelhos,
70 gr de amêndoas,
2 dentes de alho,
1 c. (chá) sal,
1/2 c. (chá) vinagre de vinho tinto,
1 c. (sopa) azeite extra-virgem,
2 c. (sopa) menta seca,
1/4 c. (chá) paprika,
raspa de 1 limão,
4 c. (sopa) salsa fresca

Assar os pimentos no fogo de forma uniforme.
Pré-aquecer o forno a 170ºC.
Deixar os pimentos repousar 5 m.
Limpar e lavar os pimentos.
Levar as amêndoas 10 m ao forno a dourar.
No robot de cozinha processar todos os ingredientes.

HAI-KAI


a borboleta
pousa sobre o sino do templo
adormecido
Buson

sexta-feira, 28 de maio de 2010

VIVENDO E BEBENDO



Os britânicos Les Perkins, de 98 anos, e Chris Parfitt, 95, bebem juntos no mesmo bar de Somerset, na Inglaterra, há 82 anos. A dupla é o exemplo vivo do conceito “cliente fiel” para o pub Waggon and Horses. Eles se conheceram naquele bar quando ainda tinham 13 anos e estavam com seus pais. Com o passar dos anos, Perkins e Parfitt tomaram gosto pela bebida e fizeram do pub seu ponto de encontro semanal. E lá se vão mais de oito décadas. Recentemente, a dupla foi fotografada no balcão do bar, onde brindou a amizade ea bebedeira.

Espero que alguém sobreviva comigo até essa idade. Porque é nesse caminho que eu vou!

CURITIBA RECEBE FESTIVAL DA CACHAÇA

Programação conta com degustação de drinks e aulas de gastronomia.



Cachaças Curitiba

Drinks e pratos especiais preparados com cachaça estão entre as atrações do Festival Gastronômico da Cachaça Paranaense e Derivados da Cana-de-Açúcar, que acontece em Curitiba. O evento vai até sábado (29), no Mercado Municipal de Curitiba.

De acordo com a prefeitura, os visitantes vão participar de degustação e palestras com especialistas sobre a história da cachaça, novidades e tendências. Já o cardápio das aulas de culinária inclui quatro pratos salgados e quatro sobremesas, todos com ingredientes derivados da cana-de-açúcar.

A coordenação do festival é da Secretaria Municipal do Abastecimento e da Associação de Comerciantes do Mercado Municipal de Curitiba, com apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR).

A entrada para o festival custa R$ 15, com direito a participação nas palestras e degustações especiais e a uma caneca personalizada do festival. Cada aula de gastronomia custa R$ 30, incluindo as mesmas vantagens do ingresso convencional. As inscrições podem ser feitas no site do Mercado Municipal de Curitiba.

PRÁ NÃO ESQUECER...


CLÁUDIA CARDINALE

ACONTECEU EM MAIO


Perseguição no Vietnã
No dia 31 de maio de 1966, monges budistas atearam fogo contra seus próprios corpos em Saigon, como forma de protesto contra a política do governo militar do Vietnã do Sul. Os monges faziam greves de fome e cometiam suicídio para exigir a igualdade perante a lei, a livre prática e propagação da fé budista.

TORTA DE LARANJA



Uma das minhas tortas favoritas feita pela filhota. Uma delicia.

250 g de açucar
2 colheres sopa de farinha com fermento
1 colher de sopa de farinha maizena
8 ovos
2 laranjas (sumo de 1 e raspa das 2)
margarina p/ untar a forma

Misture o açucar com as farinhas e envolva. Adicione os ovos, um a um, sem parar de mexar. Bata até obter um preparado homogéneo.
Adicione a raspa e o sumo de laranja. Bata mais um pouco e verta a massa em tabuleiro untado com margarina e forrado com papel vegetal. Leve ao forno a 180º por cerca de 25 minutos.
Depois de cozida desenforme sobre papel vegetal e enrole.

PERNIL COM BATATA DOCE



Comprei um pedaço de perna de porco com o proposito de assa-la lentamente.Na vespera temperei-a com sal, uma mistura de alho, pimentão, coentros, piri-piri, azeite e vinagre. Massagei a carne para os temperos agregarem e deixei em repouso até á manhã do dia seguinte.
Por volta das 8,00h coloquei-a no forno tapada com papel de aluminio em temperatura de 150º e assim foi assando áté as 12h, de vez em quando virando-a para que assasse por igual, os ultimos 30 minutos, retirei o papel de aluminio e aumentei a temperatura para que tostasse.
Retirei a carne, e juntei ao molho da assadeira um pouco de vinho branco, levei novamente ao forno para o vinho evaporar e ficar um molhinho bem gostoso para acompanhar a carne.
Cortei a carne em fatias e servi juntamente com batata doce assada e salada verde.

E PARA ACOMPANHAR UM CAFEZINHO...

PICASSO É DE DAR CARAMINHOLAS NA CABEÇA


MICROCONTOS: O AMOR É VENENO

José Rezende Jr.

De Brasília (DF)

Sincretismo
Transformaram o velho cinema pornô em templo religioso. De vez em quando baixa o Diabo na carne de Miss Jones. E aí é um Deus nos acuda.

Michael Phelps, meu pai
A vida toda procurando o pai. Até descobrir que ele tinha a cauda mais longa e nadava mais rápido do que todos os adversários. E só.

O amor é veneno
Preparou o prato que o marido mais gosta. Com tanto amor e carinho, que até esqueceu de acrescentar o arsênico.

Penélope
Escrevia de dia e deletava à noite. Sentia que assim o livro ficava cada vez mais denso.

História da riqueza do homem
O mendigo e o vira-latas têm um ao outro. Talvez sejam mais ricos do que este que lhes fecha na cara o vidro do carro importado.

Depois do enterro
Dói tudo, e mais que tudo a certeza de que a noite amanhecerá como se nada tivesse acontecido.

O microconto do século
Pretendia escrever o romance do século. Quando o avião começou a cair, só teve tempo para um microconto.

José Rezende Jr. publicou dois livros (de contos em "tamanho normal"): A Mulher-Gorila e Eu perguntei pro velho se ele queria morrer (e outras estórias de amor), ambos pela 7Letras. O primeiro, já esgotado, pode ser lido/baixado em www.joserezendejr.jor.br (jornalismo&literatura).

HOJE NAS BANCAS...

HAI-KAI

minhas mãos te olham
estranha fotografia
onde meus olhos te tocam
Lisa Carducci
Tradução de Carlos Seabra

JOÃO SALDANHA, THE MOVIE


Cena 1: a Seleção Brasileira treina no campo da Gávea, cercada de torcedores e sem cobrança de ingresso. Você não viu isso esta semana, claro. É uma imagem de arquivo de uma das primeiras convocações da seleção que disputaria as Eliminatórias da Copa de 70, tendo João Saldanha como treinador.

Cena 2: a Seleção Brasileira é recebida no Palácio do Planalto, em Brasília, pelo presidente da República. Não a imagem desta semana, com Lula. A Seleção voltava de uma Copa com a taça de campeão do mundo. Também não se trata da festa de 2002, com FHC no poder, tão lembrada esta semana (cambalhota de Vampeta etc). Mas a visita de 1970. Na volta do México, Jules Rimet conquistada definitivamente, os tricampeões do mundo tiveram que visitar o Palácio, onde mandava Médici. O capitão do tri, Carlos Alberto Torres, aparece na mesa do ditador. Constrangido, pelo jeito. De onde se pode concluir: seja qual for a cor do governo, vermelho do PT, azul dos tucanos ou verde-oliva da ditadura militar, o futebol sempre foi/é/será usado pelos políticos, em especial a seleção nacional).

As duas cenas de arquivo estão em “João”, filmaço de André Iki Siqueira e Beto Macedo sobre a vida do “comentarista que o Brasil consagrou”: João Saldanha (com musiquinha!)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

"FIZ-ME REVOLUCIONÁRIO!"

No conto "Lama e folhas", do escritor cearense Moreira Campos (foto), a fina ironia sobre os jovens "revolucionários" que disfarçam com política a manguaça e a vadiagem - e sobre as jovens que caem nesse engodo:

Trancei pernas nas ruas, espreguicei-me nos bancos de avenida, dormi em porões de pensões, enganando os proprietários e fiz-me revolucionário: batia-me pela queda das instituições vigentes e pregava, vagamente, a necessidade de uma nova ordem.
Foi por esse tempo que Marta me conheceu. Sem dúvida, impressionou-se com a minha cabeleira inflamada e pupila conspiradora. Era então uma menina lânguida, com leitura de romances baratos, onde, naturalmente, se apresentam, aureolados, tipos aventureiros e vagabundos. Isso cala na alma ingênua das mulheres. A ficção é uma arte perniciosa. A velha, mulherão enérgico, conhecedora do preço da carne e do aluguel da casa, claro que desejava para a filha algo mais valioso: um ser barrigudo, careca que fosse, mas próspero, capaz de assegurar-lhe estabilidade e acudir a família nos momentos mais aflitivos.


Depois de casado com a pobre moça, vejam o que acontece com o "revolucionário" (e com a sogra que antes o odiava):

À sombra do meu sogro, que conta algumas amizades proveitosas, consegui o lugar de escriturário num Banco. Como empregado, segui este lema: flexionava a espinha diante dos chefes e era autoritário com os humildes. É um meio seguro de vencer-se. Venci: fui de escriturário ao cargo mais vantajoso: o Caixa. Aí, com seis meses, dei um desfalque de quarenta mil cruzeiros. Houve inquérito, demitiram-me, ameaças de prisão. Meu sogro andava acabrunhado, falava em reputação, cabelos brancos, seu círculo de relações e outras surradas hipocrisias. Não fazia muito caso do velho. Seus desejos em casa nem sempre são atendidos, autoridade frágil. Minha sogra apoiava-me em silêncio.
Depois tudo entrou em sossego. E, pagos honorários de advogados, gratificações na polícia, salvei ainda uns trinta mil cruzeiros com que me estabeleci. Ninguém poderá censurar-me: quase todas as fortunas têm, mais ou menos, essa origem.